Anglo Leonardo da Vinci apoia a campanha Setembro Amarelo

Palestras conscientizam alunos sobre depressão e suicídio

 

Desde 2014, acontece o Setembro Amarelo no Brasil – campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. O objetivo é gerar consciência do alcance da depressão e da importância de se procurar ajuda.  O Anglo Leonardo da Vinci apoiou essa causa.

Para explicar os sintomas da doença que afeta 350 milhões de pessoas no mundo, duas palestras foram realizadas. A unidade Granja Viana recebeu a doutora Ana Paula de Oliveira Marques, psiquiatria. Ela falou sobre os sintomas que caracterizam a depressão, como o desanimo, alteração no apetite, insônia ou vontade excessiva de dormir, por exemplo.

“É uma dor psíquica difícil de lidar. Tudo fica sem graça e feio. Tira a concentração, traz fadiga e perda de energia. Além disso, os pensamentos de morte são recorrentes. Suicídio tem prevenção e é importante falar sobre isso”, acrescenta.

Segundo ela, amigos, família, todas as pessoas que convivem e que percebem esses sintomas podem ajudar. “A vida eh maravilhosa independente de qualquer situação ruim que aconteça. Precisamos ajudar quem tem depressão a ver isso", ressalta.

Na unidade Osasco, os alunos participaram e uma palestra com Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga, psicoterapeuta e suicidologista, e com Robert Gellert Paris Jr, presidente do Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade que atua gratuitamente na prevenção do suicídio.

Karina impactou a todos ao contar sua história de vida. Sua mãe tentou o suicídio. Ela se especializou no tema com a vontade de ajudar a muitos a não fazer o mesmo. “O suicídio é um ato de comunicação de dor sentida e não consentida. Meu trabalho é acolher a dor do outro e ajudá-lo a buscar a cura para essa dor. Devemos agir com uma conduta respeitosa”, conta.

Incentivou a todos a buscar respostas, a refletir sobre a morte e a vida, equilíbrio, sonhos e esperança. ”Precisamos entender que tudo passa. Se não está dando certo é porque ainda não chegou ao final”, ressalta.

Segundo a aluna Nayara, da terceira série do Ensino Médio, foi uma palestra esclarecedora e emocionante. “Foi inspirador, lindo. Chorei muito ao ouvir a Karina, estou sem palavras", diz.

Robert, por sua vez, trouxe mais sinais de alerta para detectar a depressão e o suicídio. Segundo ele, as pessoas estão sempre pedindo ajuda, ainda que não com palavras. “Querem matar o sofrimento e não se matar. Elas se matam porque não suportam o sofrimento. Qualquer alivio afasta a pessoa dessa ideia”, explica.

De acordo com ele, abrir espaço para o diálogo é sempre fundamental. “Falar alivia a angustia e a tensão que esses pensamentos trazem”, diz. Por isso o Centro de Valorização da Vida oferece acolhimento incondicional, não julgamento. Oferece disponibilidade 24h todos os dias e escuta ativa.

“Suicídio é um ato irreversível causado por um problema temporário. Suicídio pode ser evitado. O colégio está de parabéns por abrir espaço para esse debate”, ressaltou.

 

Centro de Valorização da Vida

É um serviço voluntário que teve início em 1962. Tem um milhão de contatos ao ano. São 2 mil voluntários e 76 postos de atendimento.

Contato pelo telefone 141 ou 188 skype.