Confira 10 dicas para ajudar seu filho a lidar com conflitos na escola

Melhorar a convivência e desenvolver a empatia é aprendizado para todos

A escola é um espaço de socialização que possibilita às crianças ampliar seu círculo de convivência e lidar com as diversidades culturais.  Nesse cenário, há conflitos e eles são encarados pela equipe pedagógica do Anglo Leonardo da Vinci como uma oportunidade para construir mudanças e fortalecer relacionamentos.

A coordenadora Vanessa, da unidade Granja Viana, conta que os conflitos típicos no Ensino Fundamental I, geralmente, acontecem nos horários de intervalo, quando as crianças brincam e interagem de forma mais “livre”. Elas reclamam de empurrões ou que se ofenderam com algo que o colega disse, por exemplo.

“Situações do cotidiano, porém que exigem mediação do educador para resolução. Quando dialogamos, desenvolvemos habilidades de expressarmos e defendermos pontos de vista, ouvirmos uns aos outros, nos colocarmos no lugar do outro e repensarmos nossas atitudes e as dos colegas. Assim lidamos com os conflitos e prevenimos bullyings”, diz.

Segundo a coordenadora Cristina, da unidade Osasco, os conflitos funcionam como alavanca para aperfeiçoar a cooperação, o diálogo e o ambiente de convívio.  “Todos nós precisamos aprender a viver e a conviver e esse é um desafio da educação. É importante que cada um verbalize seus limites e juntos busquem estratégias e soluções para melhorar a convivência”, acrescenta.

O programa “O Líder em mim” (OLEM) tem ajudado ao incentivar que cada aluno ofereça o seu melhor por meio de lideranças, evidenciando que todos são importantes para o grupo. “Quando surgem discordâncias, as próprias crianças sugerem soluções e criam metas para superar os obstáculos. Quando superado, este é celebrado por todos. Isso pode ser estimulado em casa também”, ressalta.

A coordenadora Rosana, da unidade Osasco, explica ainda que é durante a divergência que, muitas vezes, as crianças enxergam o seu próprio ponto de vista (egocentrismo) e exercitam a empatia. Ela listou 10 dicas para os pais ajudarem os filhos nesse processo:

·         Procure acalmá-lo e incentive o seu filho a dialogar e a perdoar;

·         Você, adulto, não fique nervoso;

·         Ouça primeiro e peça para que ele conte tudo o que ocorreu sem medo e sem pressão;

·         Obtenha informações com seu filho se ele magoou o colega (envolvido no conflito) e porque ele mesmo ficou magoado (sem broncas, apenas ouça);

·         Confie em seu filho, mas saiba que toda história tem dois lados;

·         Ajude seu filho a refletir nas atitudes dele e a se colocar no lugar do outro;

·         Incentive e fortaleça o seu filho a resolver os conflitos no outro dia, buscando o próprio colega ou, se necessário, solicitando ajuda da professora, monitor ou coordenador;

·         Se for algo muito preocupante, fale no mesmo dia com a coordenação;

·         Conflitos escolares devem ser resolvidos no ambiente escolar, onde ocorreu, onde podemos ouvir os dois lados do problema, pois as crianças logo se entendem e fazem as pazes;

·         Tenha paciência, pois esse momento de lidar com os conflitos é  importante. É um exercício difícil para a criança se colocar no lugar do outro.