Dia Internacional da Mulher é marcado por importantes discussões

Alunos do 6º ao 9º ano refletem sobre a luta das mulheres e do racismo

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Anglo Leonardo da Vinci promoveu a palestra "A Mulher Negra", mediada por Suzana Campos, professora, doutoranda em Letras. Ela contextualizou a luta das mulheres, falou sobre igualdade e empatia com alunos do 6º ao 9º ano.

Suzana começou o encontro mostrando fatos históricos e seguiu abordando a construção social na qual aparece o machismo e o modelo de mulher considerado ideal. “A construção começa desde que nascemos: a cor da roupa, os acessórios, tipo de brinquedos. Os meninos, por exemplo, já nascem com a bola, o azul, brinquedos mais "avançados", carrinhos etc”.

Falou também sobre racismo e contou situações que passou dentro e fora da universidade, como ouviu “você não é negra, seu cabelo é bom!" ou “você precisa fazer uma macumba para conseguir bolsa de estudos”, entre outras frases pejorativas. "Nossa identidade deve ser dada por nós mesmos, não pelo olhar do outro. O que deve ser dado pelo outro é o respeito", diz.

Segundo ela, o racismo é o pensamento de superioridade de uma raça a outra. "Temos que lutar contra o racismo e machismo todos os dias. As pessoas têm uma visão pré-concebida do negro na sociedade", ressalta.

A professora deu exemplos disso: uma mulher branca na cozinha é vista como uma dona de casa. Já a mulher negra como uma empregada doméstica. Um homem branco correndo é compreendido como alguém fazendo esporte, mas um negro pode estar fugindo da polícia.

“Os alunos Ensino Fundamental II são de uma geração que faz questionamentos cada vez mais cedo. Quanto mais cedo eles tiverem esse olhar sobre a história da mulher e do negro, maior a probabilidade de um futuro melhor. É fundamental refletir sobre diversidade”, enfatiza.

Discutir e refletir são passos dados em direção a mudanças. Assim, os estudantes vão crescer com mais consciência, coerência e prontos para buscar uma sociedade mais justa e igual. “A palavra-chave é empatia. Todos devem se colocar no lugar do outro. Quanto mais pessoas fizerem isso, mais justa a sociedade será”, acrescenta.

Os estudantes participaram ativamente da discussão, enviaram perguntas, fizeram comentários, tornando o debate enriquecedor e inesquecível. “Agradeço ao Colégio por proporcionar uma discussão tão rica e importante. A palestra da professora Suzana foi marcante”, finaliza a professora Luíza Machado.