Diálogo e reflexão são fundamentais para inibir o bullying

Colégio incentiva a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças

O termo inglês bullying engloba todo tipo de agressão ou intimidação com o intuito de humilhar uma pessoa. Ele assume muitas formas – verbal, física, relacional e pela internet. O diálogo e a reflexão são fundamentais dentro e fora da escola para evitar e combater a prática de atos violentos.

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Este é o cyberbullying, que é caracterizado por e-mails ameaçadores, mensagens negativas nas redes sociais e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima.


A orientadora do Colégio Anglo Leonardo da Vinci, Carolina Gargiulo, explica o que distingue o bullying de uma discussão entre colegas. “Um desentendimento que pode até ser saudável é quando eles encerram o assunto, conseguem se resolver sozinhos ou com o auxílio de colegas ou professores. A partir do momento em que um só (ou um grupo) comete repetidamente o ato de xingar, criar apelidos impróprios ou até mesmo chegar a agressão física, então, se configura bullying”.


O diálogo é fundamental para inibir, cada vez mais, o bullying e cyberbullying. Gentileza e respeito são fundamentais tanto no mundo real quanto no virtual. Esses valores são reforçados diariamente no Colégio e também devem ser abordados em casa.


“Instigamos o aluno a pensar sobre a importância do respeito ao próximo, valorizamos o cuidado e a empatia no dia a dia. O trabalho em grupo é constante e, neste momento, intermediamos a prática de se colocar no lugar do outro e a escuta ativa. Rodas de conversas e o diálogo constante contribuem para manter o clima harmonioso”, acrescenta Carolina.


Segundo ela, quem agride tem questões que precisam ser resolvidas. Por isso, além do trabalho de prevenção, a equipe de orientação tem um olhar muito apurado para lidar com alunos que descontam suas frustrações e dificuldades nos colegas. “É fundamental buscar entender a razão de tal comportamento e convidar a família para participar da intervenção. Ao mesmo tempo, damos voz às turmas e estimulamos a confiança em todos. Na diversidade, crescemos e somos mais fortes”, finaliza.