Oficinas no TC Minas enriquecem o aprendizado

Trabalho interdisciplinar levou alunos a entender a região com profundidade

O TC minas Gerais foi intenso e marcou os alunos do Ensino Médio e toda a equipe com experiências que farão toda a diferença na formação deles. Oito oficinas foram pensadas cuidadosamente para tornar o aprendizado ainda mais significativo.

Não poderia ser diferente e houve um grande destaque no estudo sobre Antônio Francisco Lisboa – o Aleijadinho. O artista foi fundamental para a conscientização da identidade cultural brasileira. “Observamos os elementos da decoração de sua obra. Tempo para conscientizar os estudantes a respeito do que estavam vendo e compreender a forma. Falamos sobre a arte sacra e muito mais”, explica o professor Claudio.

O professor Leandro, de História, promoveu a oficina “Outro das Minas e o Legado da Inconfidência”. Impossível não manter a atenção andando por onde tudo aconteceu. A turma entendeu a vida dos escravos, a cultura popular e o processo de criação de heróis nacionais, como Tiradentes. “Proporcionamos o conhecimento de uma maneira bem ampla, propondo situações que ultrapassam o que está nos livros”, conta.

Em “O Farol dos Bandeirantes”, as turmas foram ao Parque Estadual do Itacolomi, entre Ouro Preto e Mariana - o marco para localização das minas de ouro pelos bandeirantes na região. Foram 12 km de caminhada. “Uma região importante para o nosso estudo, e uma paisagem inigualável”, ressalta o professor Rogério, de Geografia.

O professor Wagnão, de Filosofia, trabalhou a “Troca de Olhares”. Os estudantes foram instigados a recolher e registrar depoimentos de visitantes de Outro Preto. Fizeram um tour pelo bairro São Cristóvão e conheceram os moradores.

A equipe de Literatura buscou reforçar a disciplina em uma caminhada por lugares que trouxessem à tona o contexto sócio-histórico e a Literatura. “Ouvimos a história da Mina do Chico Rei, passamos em frente às casas dos dois maiores representantes do Arcadismo brasileiro: Cláudio Manoel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga”, relatam os professores Dylan, Evaristo e Leon.

“Da Lama ao Caos: a paisagem da destruição”, com o professor Jair, levou parte dos alunos para visitar um dos distritos de Mariana que foi atingido pela lama. Eles entenderam os impactos ambientais e sociais relacionados à tragédia. “Registramos a paisagem por meio da fotografia e do olhar individual. Um trabalho que envolve Geografia e Antropologia”, acrescenta.

A professora Mariana, de Sociologia, abordou a “Cultura Oral, Festas Populares e Resistência”. O objetivo foi conhecer Chico Rei e, em volta de toda a história da mineração, entender as manifestações da cultura popular e negra nesse processo. “Na oficina de Congado, entramos em contato com manifestações da cultura popular que estão vivas desde o século XVIII. Discutimos como essas danças e as festas resgatam uma memória negra, em outro ponto de vista da história”, conta.

Durante a viagem, o orientador Danilo aproveitou para mostrar repúblicas estudantis em Ouro Preto e Mariana e visitaram dois campi da UFOP – Universidade Federal de Outro Preto.

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