Professores refletem sobre a Contracultura do Vestibular

Aula motiva e faz os alunos refletirem sobre todo o potencial que possuem

Os professores Rogério e Ferraro deram uma aula especial denominada "Contracultura" do Vestibular. Às vésperas de importantes provas, eles levaram os alunos a uma reflexão crítica do vestibular na vida moderna, pós-revolução industrial.

A proposta foi discutir a vida moderna e como ela surge com a indústria, com o consumo em massa e como isso transformou, inclusive, algumas escolas em uma máquina reprodutora de alunos padronizados ao invés de seres autônomos pensantes.

“Falamos sobre o movimento da década de 60 da contracultura urbana estadunidense, em relação à ética do trabalho e do tempo regulado no relógio. Assim, de modo criativo e interativo, mostramos uma visão diferenciada em relação à prova”, conta Rogério.

Em um período de tanta cobrança, a aula foi refrigério para os alunos. “É preciso pensar sobre toda a cultura de produtividade e competitividade que há por trás do vestibular e entender que o processo seletivo não é nivelador de pessoas criativas ou mais inteligentes”, acrescenta Ferraro.

Segundo ele, o método quantitativo de avaliação privilegia nem sempre os mais capacitados para a carreira, mas os mais formatados para a prova. “O que explica em grande parte os perfis insensíveis dos estudantes e dos profissionais das áreas mais competitivas”.

Os professores deram os méritos a quem chega à lista de aprovados, mas ressaltam a importância da empatia e da sensibilidade para ver o vestibular da melhor forma. “Algumas das pessoas mais brilhantes e humanas que conheci estavam muito além da régua do vestibular. E nem por isso a reprovação tirou o brilho de suas trajetórias”, ressalta Ferraro.

Os vestibulandos foram motivados a encarar as provas com seriedade, mas com leveza também. Levando em conta que a segurança e a inteligência emocional contam nessa hora, foi mais um passo que cada um deu em direção ao sonho de entrar na universidade.

“O vestibular é apenas um meio, e não um fim. Um passo, e não a linha de chegada. E não há resultado que defina a complexidade do que vocês são. A vida não cabe no gabarito”, finaliza.

Para finalizar, o professor Rogério deu uma aula de meditação aos alunos participantes. Uma ótima forma de reflexão e relaxamento para fechar a atividade com chave de ouro!