TC Petar: alunos do 8º ano conhecem o Vale do Ribeira

Conteúdos retomados, novas descobertas e muita integração no TC Petar

O Trabalho de Campo Petar marcou o encerramento do primeiro semestre no Ensino Fundamental II. Os alunos do 8º ano conheceram o Vale do Ribeira, local com a maior concentração de Mata Atlântica e cavernas do país. Além disso, a região possui fauna e flora diversificadas e se sustenta com o cultivo da banana e do palmito.

A primeira parada foi na Caverna do Diabo, um ponto turístico mundialmente conhecido. Com entusiasmo e boas perguntas, os alunos conheceram sua formação rochosa (calcário), fatos históricos, lendas, entre outras curiosidades. Essa caverna é diferenciada das restantes por apresentar a melhor infraestrutura, com escadarias e iluminação.

Em seguida, visitaram o Quilombo Ivaporunduva. A primeira parada foi na Igreja Católica. Construída em 1630, tem sua estrutura quase original mantida. A área do quilombo é deslumbrante, e a natureza é totalmente preservada. No local, a turma entendeu o plantio da banana orgânica e a confecção de artesanato feito a partir das fibras do tronco.

O dia foi encerrado com uma palestra com o líder comunitário Benedito Alves da Silva, que compartilhou sua experiência de vida e a história do povo do quilombo, bem como a luta pelo reconhecimento da propriedade de seu território. “Refletimos sobre o sentido da vida, a importância da amizade e dessa experiência”, conta o professor PH.

No segundo dia, seguiram para o Petar: Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira. Visitaram três cavernas das 12 abertas a visitação: Santana, Morro Preto e Água Suja. Foi um momento importante para observarem a paisagem. A animação era latente. A cada passo, uma descoberta e muito aprendizado. Escaladas, subidas, descidas, estalactites e estalagmites, trilhas pela mata atlântica, cachoeiras, rios lindos e muito mais.

No terceiro dia, os estudantes conheceram o projeto de tratamento de água na região, um grande exemplo de responsabilidade ambiental. Foram ainda para Alambari de baixo, onde há uma caverna que a água vai até o pescoço. Durante o trajeto, todos distribuíram sementes de palmito Jusssara pela natureza. Para fechar, aconteceu a aventura no boia cross.

Segundo a coordenadora Rosely, o grupo superou todas as expectativas. “Só temos elogios à postura, ao interesse de cada um. Foram curiosos e dispostos a começar novas amizades. Viveram um tempo de integração especial”, conta.

O professor PH ressalta o nítido amadurecimento da turma. “Eles retomaram conteúdos importantes de biologia, história e geografia. Sem dúvida, foi um tempo de novas descobertas para todos nós. Além disso, a convivência foi incentivada. Os alunos voltaram com um novo senso de responsabilidade, uma nova percepção de mundo e com experiências que marcam a vida para sempre. O Tc foi rico em todos os sentidos”, ressalta.